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terça-feira, 24 de junho de 2025

AINDA ME LEMBRO (99)

Foi ontem, ainda me lembro, era criança...

Colhendo mangas e goiabas no quintal,

Jogando bola com a vizinhança

Com os manos, bebi leite no curral.

 

Foi ontem, saia bordada, duas tranças 

Invernos e verões no arraial .

Corri, brinquei, vivi com segurança,

Empilhando estrelas no varal.

Fui amada em meu primeiro abrigo

Colhi no lar, afago e educação.

Feliz infância com irmãos amados

Fui afagada por cada um amigo.

Esposei em amável comunhão.
Quatro joias - meus filhos adorados.  


 Rio, Jailda Galvão Aires

IARA (Folclore brasileiro) (98)

Eu vi a Iara na na luz da lua,

Refletida nas águas cristalinas
Peixe e mulher completamente nua
Corpo escultural com cara de menina.
Seu canto encantador na água flutua,
Cauda de peixe, corpo de ondina.
Seu canto seduz e se insinua,
Enlouquecendo! Sereia pequenina.

Pescadores sem aviso enlouquecem,
Jogam-na água e tudo esquecem
seduzidos por seu canto apaixonado

Muitos não voltam embebecidos
Promessas de riquezas, enlouquecidos
Falecem de amor , Alucinados..
Jailda Galvão Aires

quinta-feira, 5 de junho de 2025

CÉU E TERRA (97)

 Além do sol deslumbro um paraíso,

Sem angústia, sem dor, sem solidão,
Onde o arco-íris se estende num sorriso,
Iluminando a vida em doce inspiração

Além do sol os astros soam guizos
Onde pulsa o amor em profusão,
O azul se estende em dourados frisos
Levando luz em cada coração

E o mundo é um rio de ternura,
Espalhando beleza e brandura,
Em flores perfumadas de cetim,

A terra e o céu abraçam o divino,
Ao som de harpas e alegres sinos
Terra e céu se fundem num jardim.

MEU CHÃO DE ESTRELAS

 Meu chão de estrelas são pingos dourados,