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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

OCASO DO AMOR

O fim de um romance é dor infinda.

Saudade de um amor que dói demais.

É tentar esquecer e ter ainda,

A essência deste amor que não s’esvai.

 

Quem disse que esquecer é dor que finda

Desconhece que o tempo não abstrai

O amor é a dádiva mais linda!

É marca tatuada que não sai.

 

O amor não é o deslumbre de um ocaso,

Que renasce a cada amanhecer,

Dourado sol com seu sorriso terno.

 

O amor não é só o fim de um caso

É dor que eterniza e ninguém vê.

É viver num sombrio e triste inverno.

Jailda Galvão Aires


segunda-feira, 24 de novembro de 2025

SER MÃE

       "Ser mãe é padecer num paraíso!"

    Retórica de um poeta enternecido.
    Sublimando a mãe - ente mais querido,
    Que mesmo em pranto esboça um sorriso.

    Ser mãe é ser constante improviso,
    Ser pai, doutor, irmã, um conhecido,
    Num sopro anestesiar o pé ferido
    É multiplicar o pão se for preciso.

    Saber que o lar é uma passagem
    Que se esvai como uma miragem
    Que logo o ninho ficará vazio

    É ter o mundo por alguns instantes,
    Perceber que a vida é um voo rasante,
    Ser mãe - nobre missão que se cumpriu.

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

NATAL VISLUMBRE DE ESPERANÇA (102)

  A esperança é a última que morre, 

E a primeira que ascende no natal 

É oração que atende quem a recorre

É a nascente de um rio celestial.  

 

Esperança é luz que nos socorre 

E renasce na hora crucial.

Sentir na terra, que o céu percorre,

E a terra e o céu se tornam divinal.

 

A cada natalício a fé renova

Na esperança que traz a Boa Nova,

Na manjedoura em que Jesus nasceu 

 

Vem das pregações do Eterno Mestre

O Filho de Deus Pai - se fez terrestre

Para elevar a Terra até o Céu

             Jailda Galvão Aires

sábado, 23 de agosto de 2025

VERDADEIRO AMOR (101)

O verdadeiro amor transpõe barreiras.

Percorre o céu alcança o infinito

Nada o limita, não tem fronteiras.

É imortal, esplêndido, bendito.


Nada o detém. É para a vida inteira.

Um atributo do Pai. O mais bonito!

Não é uma virtude passageira,

Nas linhas da existência vem escrito.


O amor acolhe, perdoa é compassivo

jamais se esgota é compreensivo

Espalha-se qual trigo no trigal.


Multiplica-se a cada divisão

Sua bondade faz bem ao coração

O verdadeiro amor é divinal.

Jailda Galvão Aires 23/07/25




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terça-feira, 19 de agosto de 2025

RECONSTRUIR-SE (100)

Reconstruir- é sempre um recomeço,

Não se dar por vencido - é ter poder!

Colar os cacos - é virar do avesso

Sacodir a poeira e se reerguer.

 

Cada declínio é um novo começo,

Todo imprevisto é para ascender

A experiência cobra sempre um preço,

Se a dor ensina, vamos aprender.

 

De êxito e queda ergue-se um forte!

Secando o pranto e seguindo em frente.

Abandonando o Sul buscando o Norte.

 

Atravessar os mares com espinhos,

Desbravando os sertões da mente.

Com garra e fé - buscar novos caminhos.

  

     Jailda Galvão Aires. Rio, 21/08/25

   


terça-feira, 24 de junho de 2025

AINDA ME LEMBRO (99)

Foi ontem, ainda me lembro, era criança...

Colhendo mangas e goiabas no quintal,

Jogando bola com a vizinhança

Com os manos, bebi leite no curral.

 

Foi ontem, saia bordada, duas tranças 

Invernos e verões no arraial .

Corri, brinquei, vivi com segurança,

Empilhando estrelas no varal.

Fui amada em meu primeiro abrigo

Colhi no lar, afago e educação.

Feliz infância com irmãos amados

Fui afagada por cada um amigo.

Esposei em amável comunhão.
Quatro joias - meus filhos adorados.  


 Rio, Jailda Galvão Aires

IARA (Folclore brasileiro) (98)

Eu vi a Iara na na luz da lua,

Refletida nas águas cristalinas
Peixe e mulher completamente nua
Corpo escultural com cara de menina.
Seu canto encantador na água flutua,
Cauda de peixe, corpo de ondina.
Seu canto seduz e se insinua,
Enlouquecendo! Sereia pequenina.

Pescadores sem aviso enlouquecem,
Jogam-na água e tudo esquecem
seduzidos por seu canto apaixonado

Muitos não voltam embebecidos
Promessas de riquezas, enlouquecidos
Falecem de amor , Alucinados..
Jailda Galvão Aires

quinta-feira, 5 de junho de 2025

CÉU E TERRA (97)

 Além do sol deslumbro um paraíso,

Sem angústia, sem dor, sem solidão,
Onde o arco-íris se estende num sorriso,
Iluminando a vida em doce inspiração

Além do sol os astros soam guizos
Onde pulsa o amor em profusão,
O azul se estende em dourados frisos
Levando luz em cada coração

E o mundo é um rio de ternura,
Espalhando beleza e brandura,
Em flores perfumadas de cetim,

A terra e o céu abraçam o divino,
Ao som de harpas e alegres sinos
Terra e céu se fundem num jardim.

quarta-feira, 28 de maio de 2025

O COMEÇO DO FIM (96)

Olhando em frente eu ando pela vida.

Acompanhando as rédeas do destino,

Cavalgo com a alma entristecida,

Tropeçando em meio ao desatino.

 

A estrada imposta é sempre uma subida.

Alcei alturas que nem imagino,

Levo abraços e beijos na partida,

Sem pressa, chegarei. Não mais atino.

 

Minha contagem, agora, é regressiva,

Avisto o cume sem querer chegar.

É muito tarde... Não posso voltar.

 

Resta-me viver de retrospectiva.

Subindo chegarei ao fim do monte.

O céu mais perto e a Terra tão distante...

                Jailda Galvão Aires.

quarta-feira, 7 de maio de 2025

DÉJÀ-VU (95)

 Às vezes bate um cheiro de saudade

Um déjà-vu , uma cena já vivida,

A sensação que esta realidade,

Aconteceu não nesta, noutra vida.

 

Um rosto, uma casa, uma cidade,

Trás uma sensação já conhecida,

Um bem estar ou uma ansiedade,

Deixa a alma infeliz ou comovida.

 

Como entender o inexplicável?

A ciência diz: É multifatorial.

São sensações de algo já vivido.

 

Verso com atributo incontestável

Não é impressão. É algo bem real.

- Momento de outra vidas revivido.

       Jailda Galvão Aires

       Rio,Maio de 2025

sábado, 12 de abril de 2025

ARDENDO EM BRASA (94)

 Envolve-me ao teu corpo por inteira

Deixa o suor molhar nossos lençóis

Mesmo que seja a noite derradeira

Giremos ao luar quais girassóis.

 

Que o teu corpo seja uma lareira

Preso ao meu corpo como cachecóis

De cetim macio, sobre uma esteira,

Unindo a pele quais dois caracóis.

 

Deixa que o tempo pare nesta hora,

O instante é curto. Não demora.

Vivamos o prazer que nos abrasa

 

A vida é só um sopro. Logo esmaece

Uma noite de amor ninguém esquece

Ficará em nosso corpo ardendo em brasa.

           Jailda Galvão Aires

           

LUA E FLOR (93)

 Eu olhava como a lua deslumbrante

Insinuante, mirava-se no rio.

Eu amava como a flor exuberante,

Vibrante, olhava o céu com arrepio.

 

Lua prateada - flor de luz brilhante,

Arfante como flor no céu se viu.

A lua desce a terra num instante

Abraça a flor em doce corrupio

 

No galho verdejante a lua posou

Unificadas pelo mesmo amor

Dão-se as mãos numa amizade eterna

 

A flor nevada e a lua prateada

Do mesmo DNA foram formadas

A lua é flor do céu. A flor lua da Terra.

        Jailda Galvão Aires


 

       

 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

BODAS DE OURO ( Antonio e Jailda) (92)

 Bodas de Ouro, hoje completamos.

Eternos anos de coexistência

Ondas revoltas, juntos, enfrentamos,

Resistimos com fé e sapiência.

 

Vieram os filhos a quem tanto amamos.

Quatro jóias da mais pura essência,

Criados com amor nos firmes ramos,

Prêmio que Deus nos deu, por excelência.

 

Meio século não são cinquenta dias

São anos de tristezas e alegrias

Anos vividos e anos porvindouros

 

Refinado metal na comunhão,

Fomos Trigo, Cristal, Prata, Latão,

Esmeralda, Granito...Bodas de Ouro.

  Rio, 15/02/2025. Jailda Galvão Aires

MEU CHÃO DE ESTRELAS

 Meu chão de estrelas são pingos dourados,