Meu chão de estrelas são pingos dourados,
Soneto - forma poéticas mais belas nascida na Itália do século XIII. O Soneto atravessou séculos e continua vivo atraindo poetas encantados por sua beleza lírica, estética, e perfeita da sua construção. Sua forma inalterada é composta por quatro estrofes — as duas primeiras constituídas por quatro versos cada uma, os quartetos, e, as duas últimas, de três versos. Sou fã ardorosa do soneto e tento construí-lo mesmo sabendo quão difícil é compo-lo Jailda Galvão Aires.
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quinta-feira, 5 de março de 2026
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
OCASO DO AMOR
O fim de um romance é dor infinda.
Saudade de um amor que dói demais.
É tentar esquecer e ter
ainda,
A essência deste amor que não
s’esvai.
Quem disse que esquecer é
dor que finda
Desconhece que o tempo não
abstrai
O amor é a dádiva mais
linda!
É marca tatuada que não sai.
O amor não é o deslumbre de
um ocaso,
Que renasce a cada
amanhecer,
Dourado sol com seu sorriso
terno.
O amor não é só o fim de um caso
É dor que eterniza e
ninguém vê.
É viver num sombrio e triste
inverno.
Jailda Galvão Aires
sexta-feira, 28 de novembro de 2025
segunda-feira, 24 de novembro de 2025
SER MÃE
"Ser mãe é padecer num paraíso!"
- Retórica de um poeta enternecido.
Sublimando a mãe - ente mais querido,
Que mesmo em pranto esboça um sorriso.
Ser mãe é ser constante improviso,
Ser pai, doutor, irmã, um conhecido,
Num sopro anestesiar o pé ferido
É multiplicar o pão se for preciso.
Saber que o lar é uma passagem
Que se esvai como uma miragem
Que logo o ninho ficará vazio
É ter o mundo por alguns instantes,
Perceber que a vida é um voo rasante,
Ser mãe - nobre missão que se cumpriu.
segunda-feira, 6 de outubro de 2025
NATAL VISLUMBRE DE ESPERANÇA (102)
A esperança é a última que morre,
E a primeira que ascende no natal
É oração que atende quem a recorre
É a nascente de um rio celestial.
Esperança é luz que nos socorre
E renasce na hora crucial.
Sentir na terra, que o céu percorre,
E a terra e o céu se tornam divinal.
A cada natalício a fé renova
Na esperança que traz a Boa Nova,
Na manjedoura em que Jesus nasceu
Vem das pregações do Eterno Mestre
O Filho de Deus Pai - se fez terrestre
Para elevar a Terra até o Céu
Jailda Galvão Aires
sábado, 23 de agosto de 2025
VERDADEIRO AMOR (101)
O verdadeiro amor transpõe barreiras.
Percorre o céu alcança o infinito
Nada o limita, não tem fronteiras.
É imortal, esplêndido, bendito.
Nada o detém. É para a vida inteira.
Um atributo do Pai. O mais bonito!
Não é uma virtude passageira,
Nas linhas da existência vem escrito.
O amor acolhe, perdoa é compassivo
jamais se esgota é compreensivo
Espalha-se qual trigo no trigal.
Multiplica-se a cada divisão
Sua bondade faz bem ao coração
O verdadeiro amor é divinal.
Jailda Galvão Aires 23/07/25
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terça-feira, 19 de agosto de 2025
RECONSTRUIR-SE (100)
Reconstruir- é sempre um
recomeço,
Não se dar por vencido - é ter
poder!
Colar os cacos - é virar do avesso
Sacodir a poeira e se reerguer.
Cada declínio é um novo começo,
Todo imprevisto é para ascender
A experiência cobra sempre um
preço,
Se a dor ensina, vamos
aprender.
De êxito e queda ergue-se um
forte!
Secando o pranto e seguindo em
frente.
Abandonando o Sul buscando o Norte.
Atravessar os mares com espinhos,
Desbravando os sertões da
mente.
Com garra e fé - buscar novos
caminhos.
Jailda Galvão Aires. Rio, 21/08/25
terça-feira, 24 de junho de 2025
AINDA ME LEMBRO (99)
Foi ontem, ainda me lembro, era criança...
Colhendo mangas e goiabas no quintal,
Jogando bola com a vizinhança
Com os manos, bebi leite no curral.
Foi ontem, saia bordada, duas tranças
Invernos e verões no arraial .
Corri, brinquei, vivi com segurança,
Empilhando estrelas no varal.
Fui amada em meu primeiro abrigo
Colhi no lar, afago e educação.
Feliz infância com irmãos amados
Fui afagada por cada um amigo.
Esposei em amável comunhão.
Quatro joias - meus filhos adorados.
Rio, Jailda Galvão Aires
IARA (Folclore brasileiro) (98)
Eu vi a Iara na na luz da lua,
quinta-feira, 5 de junho de 2025
CÉU E TERRA (97)
Além do sol deslumbro um paraíso,
quarta-feira, 28 de maio de 2025
O COMEÇO DO FIM (96)
Olhando em frente eu ando pela vida.
Acompanhando as rédeas do destino,
Cavalgo com a alma entristecida,
Tropeçando em meio ao desatino.
A estrada imposta é sempre uma subida.
Alcei alturas que nem imagino,
Levo abraços e beijos na partida,
Sem pressa, chegarei. Não mais atino.
Minha contagem, agora, é regressiva,
Avisto o cume sem querer chegar.
É muito tarde... Não posso voltar.
Resta-me viver de retrospectiva.
Subindo chegarei ao fim do monte.
O céu mais perto e a Terra tão distante...
Jailda Galvão Aires.
quarta-feira, 7 de maio de 2025
DÉJÀ-VU (95)
Às vezes bate um cheiro de saudade
Um déjà-vu , uma cena já vivida,
A sensação que esta realidade,
Aconteceu não nesta, noutra vida.
Um rosto, uma casa, uma cidade,
Trás uma sensação já conhecida,
Um bem estar ou uma ansiedade,
Deixa a alma infeliz ou comovida.
Como entender o inexplicável?
A ciência diz: É multifatorial.
São sensações de algo já vivido.
Verso com atributo incontestável
Não é impressão. É algo bem real.
- Momento de outra vidas revivido.
Jailda Galvão Aires
Rio,Maio de 2025
sábado, 12 de abril de 2025
ARDENDO EM BRASA (94)
Envolve-me ao teu corpo por inteira
Deixa o suor molhar nossos lençóis
Mesmo que seja a noite derradeira
Giremos ao luar quais girassóis.
Que o teu corpo seja uma lareira
Preso ao meu corpo como cachecóis
De cetim macio, sobre uma esteira,
Unindo a pele quais dois caracóis.
Deixa que o tempo pare nesta hora,
O instante é curto. Não demora.
Vivamos o prazer que nos abrasa
A vida é só um sopro. Logo esmaece
Uma noite de amor ninguém esquece
Ficará em nosso corpo ardendo em brasa.
Jailda Galvão Aires
LUA E FLOR (93)
Eu olhava como a lua deslumbrante
Insinuante, mirava-se no rio.
Eu amava como a flor exuberante,
Vibrante, olhava o céu com arrepio.
Lua prateada - flor de luz brilhante,
Arfante como flor no céu se viu.
A lua desce a terra num instante
Abraça a flor em doce corrupio
No galho verdejante a lua posou
Unificadas pelo mesmo amor
Dão-se as mãos numa amizade eterna
A flor nevada e a lua prateada
Do mesmo DNA foram formadas
A lua é flor do céu. A flor lua da Terra.
Jailda Galvão Aires
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025
BODAS DE OURO ( Antonio e Jailda) (92)
Bodas de Ouro, hoje completamos.
Eternos anos de coexistência
Ondas revoltas, juntos, enfrentamos,
Resistimos com fé e sapiência.
Vieram os filhos a quem tanto amamos.
Quatro jóias da mais pura essência,
Criados com amor nos firmes ramos,
Prêmio que Deus nos deu, por excelência.
Meio século não são cinquenta dias
São anos de tristezas e alegrias
Anos vividos e anos porvindouros
Refinado metal na comunhão,
Fomos Trigo, Cristal, Prata, Latão,
Esmeralda, Granito...Bodas de Ouro.
Rio, 15/02/2025. Jailda Galvão Aires
MEU CHÃO DE ESTRELAS
Meu chão de estrelas são pingos dourados,
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Cartas... infindas cartas nós trocamos Você no Rio e eu em Coaraci Em fotos, telegramas nós juramos Tu não me esqueceria e nem eu a ...
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No meio do horizonte o sol arfava Raios dourados beijavam o céu azul A mata inteira em coro sibilava Aves migrando em direção ...
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Basta a cada dia uma saudade. Vive o tempo real de cada instante. O passado é cheio de ambiguidade Um sol que morre ou um sol na...
